Ouvindo entrevista
Que fiz com um empresário calabrês sobre as tentativas de extorsão da máfia local, a ‘Ndrangheta.
Trecho recém degravado:
“Quantas vezes pediram [os mafiosos] para empregarmos pessoas? Muitas. Se fizéssemos isso estaríamos ‘tranquilos’. Mas negamos sempre. E sempre que negamos, sofremos atentados.
Atearam fogo em um furgão da empresa em 1985. Depois, começaram a disparar contra nossos carros, contra nossas casas. De 85 até hoje queimaram seis carros e um galpão. Recebemos telefonemas no meio da madrugada, ameaças, sofremos perseguições. Em 1995 encontrei no terreno da minha casa a cabeça de um lobo com a própria cauda na boca, costurada. Aquilo era uma recado claro: na próxima, te matamos.”
A reportagem sairá na edição de maio da revista Comunità Italiana.