L E A N D R O . D E M O R I

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STF derruba exigência de diploma para jornalistas

“O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 17, que jornalista não precisa ter diploma para exercer a profissão. Por 8 votos a 1, o STF derrubou a exigência do diploma de jornalismo. Essa obrigatoriedade tinha sido imposta por um decreto-lei de 1969, época em que o País era governado pela ditadura militar.”

Considerações 5-minut no twitter:

. Agora que caiu exigência do diploma, todo mundo vai querer ser jornalista pra ganhar milhões.

. As empresas, claro, irão contratar semi-analfabetos para escrever nos jornais (ops, isso algumas já fazem).

. “Agora um padeiro pode roubar o meu emprego?” Se depois de 4 anos na faculdade tu escreve pior do que o padeiro, sim.

. “Mas o padeiro VAI querer roubar o meu emprego?”. Não.

. “Sem diploma nossos salários serão horríveis!”. Claro! O diploma é que garantia o teu salário de marajá, agora fodel!

. Fim da vida mágica nas redações, dos altos salários, da baixa carga horária e da proteção da classe.

. “E agora, a faculdade de jornalismo não serve pra nada?”. Minha filha, é AGORA que serve (ou não, depende dela).

. “E o sindicato dos jornalistas, se tornou obsoleto?”. Pergunta com 30 anos de atraso (mas talvez agora se torne útil).


Agora o blog da Petrobras

Todo mundo em chamas defendendo e  atacando o Papa e o Cristo, recebo um e-mail pedindo pra postar sobre o blog da Petrobras.

Li muita coisa por , faço o resumo do mundo em dois atos:

1) Há os que odiaram a idéia por que a Petrobras “entrega” os furos dos jornalistas, os pressionando. Alguns até a chamam de “ilegal”.

Bem, bem, BEM: ilegal ela não é. No máximo, quebra  uma relação de confiança entre jornalista e fonte – uma relação importante, sem dúvida, mas nem por isso um dogma. Jornalistas, aliás, quando acham que o furo vale a pena, fritam a fonte no George Foreman Grill – não deveriam se espantar, portanto, quando a brasa pega fogo do outro lado.

Isso se aplica também na parte sobre “entregar os furos ou informações exclusivas” obtidas pelos jornalistas ao divulgar as perguntas.  Pode ser uma tremenda implosão no relacionamento, mas continua sendo do jogo. Além do mais, me espanto em saber que tem gente por aí entregando “furo” em perguntas via e-mail.

2) Há os que acharam genial que uma estatal tenha criado um blog para publicar as perguntas feitas por jornalistas e suas versões do fato. Acham genial por que, nossa, olha aí a tão pedida transparência. Desiludam-se, farrapos: esse blog não foi criado para dar transparência a absolutamente nada, foi criado, isso sim, para defender a opinião de quem comanda a empresa. No meio de tudo o que será postado haverá tantas verdades, mentiras e omissões quanto há em qualquer um dos jornais que foram expostos no próprio blog.

Acreditar que “A VERDADE” sobre a Petrobras aparecerá em um blog gerido pela… Petrobras? Menos.

Se não tivesse com mais coisas para me preocupar (minha vida), eu faria o seguinte: uma trolha de perguntas pertinentes, suscintas e objetivas à Petrobras. Aposto muito que jamais obteria respostas. Então publicaria todas as perguntas (sem respostas) aqui.

Ficaria tudo bem tran$parente.