Obameter
O site PolitiFatc se dispôs a acompanhar a execução (ou não) das promessas que Barack Obama fez durante a campanha. Não tenho (mesmo) tempo para olhar uma por uma e ver se são, de fato, promessas. Mas vale manter os olhos no Obameter.
If you can hear this whispering you are dying
As histórias de Barack Obama e Frederico de Montefeltro são diversas e não cabem uma na outra. Para efeitos de comparação, Obama é um político da maior democracia do mundo, terra das liberdades e dos direitos individuais. Frederico de Montefeltro, ao contrário, foi um hábil comandante de tropas que conquistou seu lugar nas enciclopédias pela lâmina da espada.
São muitas as histórias sobre Obama.
São muitas as histórias sobre Montefeltro.
Para todos os fins, o Duque-guerreiro foi um amante das artes que transformou a cidade de Urbino, na Itália, em uma galeria impressionante, símbolo (juntamente com Firenze) do Renascimento. Obama, por sua vez, é o primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, um país profundamente marcado por intolerâncias raciais. Frederico de Montefeltro e Barack Obama são, de fato, muito mais do que isso. Mas é assim que a história exige biografias.
Apesar de distantes no tempo, há um ponto de confluência entre os dois personagens: o lado escuro da face. Nos contam os livros que Frederico de Montefeltro perdeu um olho durante um treinamento militar e, por isso, jamais se deixou registrar de perfil direito. Para chegar ao poder, um dos mais célebres guerreiros italianos sacrificou o próprio legado pessoal. Assim como Montefeltro, Barack Obama também sacrificou um lado da face em busca do topo – não foi exceção em prometer coisas que, logo ali, se mostrarão impossíveis, e será rápido em dizer que, enfim, as coisas não são “bem assim”.

Assim como o Duque de Urbino, Obama ascende com um lado da face virado para o pintor e outro para a história desconhecida. Que presidente dos Estados Unidos o mundo terá? O mito negro, o reformista, o indutor de uma nova América? Tudo indica que não. Os presidentes americanos sempre chegaram ao posto cientes do que tem que ser feito. Não há improvisos no jazz da Casa Branca.
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A Europa espera ansiosa pela posse de Obama, é um verdadeiro acontecimento por aqui. Praticamente todas as redes transmitirão flashes durante o dia e cobrirão, desde as 17h, a posse. Ontem, antecipando a história já contada 44 vezes, um canal transmitiu W., o filme de Oliver Stone que conta a história de George W. Bush. Se fosse dada a mim a tarefa de escrever a sinopse da película, assim seria: “W. é um filme sobre aceitação. Conta a história de um rico universitário beberrão que, para se livrar da sombra do irmão mais virtuoso e ter o amor do pai, se torna presidente da maior nação do planeta.” A história de George W. Bush pode ser contada através de seus acertos (um dos mais prósperos momentos econômicos do mundo) e erros (o estouro da bolha de crédito e a invasão do Iraque), mas pode também ser resumida em uma só frase: “George W. Bush, presidente dos Estado Unidos, fez o que deveria ser feito porque assim é a América”.

A partir de hoje, muitos esperam pelo governo de Obama como se fosse a volta do próprio messias. Para ser assim, o 44º presidente dos EUA não poderá repetir Frederico de Montefeltro ou George W. Bush. Em troca da redenção, Cristo precisou oferecer o outro lado da face.
Barackannibale
Impossível não empilhar posts sobre Barack Obama vivendo no Velho Mondo. Depois da declaração do imperador Berlusconi sobre bronze & beleza de Barry, agora é a vez do ministro de relações exteriores da Polônia mostrar com quanta demência se constrói a superioridade branca européia.
Do mirror.co.uk:
“Obama’s grandfather was a cannibal’, alleges Poland’s foreign minister”
Poland’s foreign minister is being investigated after allegedly making racist jibes that Barack Obama’s grandfather was a cannibal.
Oxford-educated Radoslaw Sikorski, 45, outraged colleagues when he joked that the US president-elect had Polish roots.
He told them: “His grandad ate a Polish missionary. (…)”
[Demori´s translator pra você qui não lê us livru: "Seu avô comeu um missionário Polaco".]

Eu já disse que este senhor não é o meu avô
Barry Obama = mau gosto
O Corriere della Sera publicou hoje uma foto da turma de aula de Barack Obama (1972) em uma escola privada de Punahou, Hawaii. No parágrafo inicial já podemos constatar que os ex-colegas do novo presidente do mondo se tornaram de fato uma gente bem… americana: há advogados e artistas de Hollywood, um comandante de guerra lotado no Iraque [tira eu daqui, Barry] e outra que inventou um desodorante em pílula (sim, você supostamente engole o REXONA).
Obama jovem:
. Jogava futebol com os pés
. Escrevia poesias para uma revista literária (não lerei)
. Aos 14 anos perguntou a uma colega chinês: “Tu é comunista?”
Mas o que mais me impressionou foram os modelitos da rapaziada.
Agora entendo por que a moda surf é escabrosa.
