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	<title>Leandro Demori</title>
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	<description>Página pessoal do jornalista independente Leandro Demori. jornalismo, política, comportamento, costumes, internet, comunicação, webjornalismo, one-man-news, Brasil, Itália, Porto Alegre, Urbino</description>
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		<title>Penso nisso todos os dias</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Aug 2010 12:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Demori</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Todo jornalista deveria mudar radicalmente de atividade depois de dez anos de exercício profissional. Somente assim não correria o risco de se habituar ao papel de figurante do espetáculo patético encenado em redações por gente que se considera cem vezes mais importante do que realmente é.&#8221; [daqui]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Todo jornalista deveria mudar radicalmente de atividade depois de dez anos de exercício profissional. Somente assim não correria o risco de se habituar ao papel de figurante do espetáculo patético encenado em redações por gente que se considera cem vezes mais importante do que realmente é.&#8221; [<a href="http://colunas.g1.com.br/geneton/2010/08/18/duas-ou-tres-licoes-que-aprendi-com-um-mestre-do-jornalismo-que-jamais-se-deixou-contaminar-pelo-virus-da-sfe-sindrome-da-frigidez-editorial/">daqui</a>]</p>
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		<title>&#8220;Polícia teme guerra entre gangues de motoqueiros na Europa&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 17:07:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Demori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
		<category><![CDATA[Bandidos]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado no Terra, ontem. Leandro Demori Direto de Roma &#8211; Especial para o Terra Em 21 de fevereiro de 1994, uma explosão mandou pelo ares a casa de esquina localizada em uma pacata rua da cidade portuária de Helsingborg, na Suécia. O que parecia ser um acidente logo foi confirmado como atentado: peritos encontraram estilhaços [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado no <a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4622036-EI8142,00-Policia+teme+guerra+entre+gangues+de+motoqueiros+na+Europa.html"><strong>Terra</strong></a>, ontem.</p>
<p><em>Leandro Demori<br />
Direto de Roma</em> &#8211; Especial para o Terra</p>
<p>Em 21 de fevereiro de 1994, uma explosão mandou pelo ares a casa de esquina localizada em uma pacata rua da cidade portuária de Helsingborg, na Suécia. O que parecia ser um acidente logo foi confirmado como atentado: peritos encontraram estilhaços de um foguete usado para destruir tanques de guerra em meio aos destroços. A casa, que pertencia ao clube de motoqueiros Hells Angels, era o pequeno fiapo de luz visível de uma guerra subterrânea pelo controle de territórios e do tráfico de drogas na península escandinava &#8212; quatro anos de confrontos e um rastro de mortos pelo caminho.</p>
<p>Mais de 15 anos após aquela que ficou conhecida como “A Grande Guerra Nórdica das Motocicletas”, a Europol &#8212; polícia de investigação europeia montada nos moldes da Interpol –- teme que novos confrontos campais entre gangues de motoqueiros possam acontecer. “Há um risco claro de guerra a ser considerado”, avisa Soren Pedersen, diretor-chefe de comunicações da Europol direto de Hage, na Holanda, quartel general da força. O atentado cometido contra os Hells Angels da Suécia em 1994 foi reivindicado pelos “Bandidos Motorcycle Club”, histórica gangue rival fundada no Texas nos anos 1960 e, hoje, conforme a Europol, uma rede criminosa internacional assim como os próprios Hells Angels. “Tiros e bombas são a ação padrão desses grupos”, explica Pedersen.</p>
<p>Símbolo de liberdade, a vida em duas rodas romanceada inúmeras vezes pela ficção mundial está distante da realidade dos grupos de motoqueiros espalhados pelo mundo sob o nomes como &#8220;Hells Angels&#8221; ou &#8220;Bandidos&#8221;. Dados da Europol, da Interpol e de inúmeras outras unidades de investigação do mundo (incluindo o FBI e o serviço de inteligência do Canadá) garantem que ambas estão entre as maiores gangues de motocicletas do mundo, dedicadas ao tráfico de drogas, ao roubo e à extorção. “Não se pode generalizar, mas a maior parte desses grupos são criminosos”, garante o chefe da comunicação da Europol. No Velho Continente, a força de investigação identificou recentemente uma grande expansão das gangues sobre rodas e está conduzindo um projeto para ajudar as agências de aplicação da lei na União Europeia a combater a ameaça.</p>
<p>A preocupação maior está concentrada na Europa Oriental, onde, de acordo com as investigações, os Hells Angels Motorcycle Club (HAMC) ampliou significativamente sua presença. “Ao longo dos últimos anos, eles têm liderado um avanço extremamente rápido, especialmente na Turquia e Albânia. Eles ignoram a lei e a maioria dos membros atua em múltiplas áreas do crime, de extorsão a homicídio, passando por ofensas corporais graves e roubo organizado, fraude  e crime financeiro, tráfico de armas de fogo e explosivos, tráfico de seres humanos para exploração sexual e tráfico de drogas”, esclarece Pedersen.</p>
<p>A organização de grupos como os Hells Angels é semelhante a de sistemas mafiosos tradicionais, exceto por um detalhe bastante importante: eles não se escondem. Cada gangue tem suas filiais espalhadas pelo mundo com logotipos, vestimentas e slogan definidos. O número de membros é variável, mas estima-se em milhares de filiados regido por um organograma preciso: presidente, vice-presidente, tesoureiro, secretário, capitão-de-estrada e sargento-de-armas. As filias são chamadas de “capítulos”, comumente localizadas em bares. A maioria dos grupos tem seu próprio estatuto, com regras que devem ser respeitadas à risca. Nos últimos anos, membros dos Hells Angels estiveram envolvidos em toda a gama de atividades do crime organizado europeu, em particular na produção e distribuição de maconha e meta-anfetaminas, com posição sólida também no mercado de cocaína.</p>
<p>Um dos temores da Europol é que novas alianças entre gangues de motoqueiros estejam surgindo, o que significa grupos maiores, mais infra-estrutura, relações, recursos e experiência. Mais encrenca. As fusões são uma necessidade de mercado: é preciso gerenciar o tráfico de drogas a partir do sudeste da Europa utilizando a &#8220;Rota dos Balcãs&#8221;, que vê a Turquia como um ponto de ancoragem e os países circundantes como área de circulação.</p>
<p>Ao estabelecer a sua influência territorial no Europa Oriental, os Hells Angels construíram relações estreitas com gangues de motoqueiros já existentes na Albânia, Bulgária e nas antigas áreas das repúblicas ioguslava e macedônia. Além disso, um grande número de ex-membros de “capítulos” alemães dos rivais “Bandidos” – a maioria de origem turca – recentemente desertou para os Hells Angels da Turquia. A corrida para garantir as oportunidades oferecidas pelos mercados do Sudeste da Europa é que pode gerar uma guerra entre gangues rivais. A criação de outros grupos motorizados fora-da-lei onde os Hells Angels já estão presentes é outra ameaça de conflitos violentos em nome da superioridade local.</p>
<p>Os confrontos à fogo fazem parte de uma estratégia muito mais profunda e perigosa. Hells Angels europeus buscam construir relacionamentos íntimos com pessoas influentes e autoridades da região. O objetivo é polir uma imagem pública favorável através de artigos em jornais e aparecimentos na TV. Em bom jargão: a ordem é “limpar a barra” investindo em estruturas empresariais legítimas que, por trás do bom-mocismo, escondem lavagem de dinheiro, fraudes e uma miríade de outros crimes.</p>
<p>A falta de conhecimento sobre o número exato de gangues de motoqueiros e a natureza de suas relações com outras gangues representa a maior lacuna de informação para autoridades nacionais. Foram mapeados mais de 60 moto-clubes de risco, muitos com ligações estabelecidas com gangues de motociclistas internacionais foras-da-lei. “Não são simples entusistas de motocicletas”, garante Pedersen, da Europol. &#8220;Precisamos agir em conjunto&#8221;.</p>
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		<title>&#8220;ANOS 2000 NO PALAVRA COMPOSTA&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 19:28:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Demori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ego go!]]></category>
		<category><![CDATA[Binladenistão]]></category>
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		<description><![CDATA[Um pouco de jabá pra saciar quem está em Porto Alegre: &#8220;Atentados terroristas, crise financeira e o avanço da internet são alguns dos temas debatidos hoje, a partir das 18h, no projeto Palavra Composta. Os jornalistas Luiz Antônio Araújo, editor do caderno Cultura de Zero Hora e autor do livro Binladenistão, e Leandro Demori, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um pouco de jabá pra saciar quem está em Porto Alegre:</p>
<p>&#8220;Atentados terroristas, crise financeira e o avanço da internet são alguns dos temas debatidos hoje, a partir das 18h, no projeto Palavra Composta. Os jornalistas Luiz Antônio Araújo, editor do caderno Cultura de Zero Hora e autor do livro Binladenistão, e Leandro Demori, que trabalha para veículos internacionais e falará da Itália, via webcam, conversam sobre fatos marcantes da década de 2000, na Letras &#038; Cia Livraria Café (Osvaldo Aranha, 444). O evento tem entrada franca.&#8221;</p>
<p>Se puder,<a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&#038;local=1&#038;source=a2999663.xml&#038;template=3898.dwt&#038;edition=15264&#038;section=998"> vai lá</a>.</p>
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		<title>Cosa Nostra no Terra</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 23:18:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Demori</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Último chefe da Cosa Nostra desafia autoridades italianas&#8221; LEANDRO DEMORI Direto de Roma Poucas cenas podem representar melhor a oposição de forças entre o Estado italiano e a máfia do que a divulgada pelo jornal La Repubbilca na terça-feira, 27 de julho de 2010: o último dos grandes capos da histórica e violenta máfia siciliana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4589905-EI8142,00-Ultimo+chefe+da+Cosa+Nostra+desafia+autoridades+italianas.html#">&#8220;Último chefe da Cosa Nostra desafia autoridades italianas&#8221;</a></strong></p>
<p>LEANDRO DEMORI<br />
<em>Direto de Roma<br />
</em><br />
Poucas cenas podem representar melhor a oposição de forças entre o Estado italiano e a máfia do que a divulgada pelo jornal La Repubbilca na terça-feira, 27 de julho de 2010: o último dos grandes capos da histórica e violenta máfia siciliana de Corleone sentado serenamente no estádio Renzo Barbera, na cidade de Palermo, assistindo à partida de futebol do time local contra a Sampdoria. O personagem é Matteo Messina Denaro, foragido da Justiça italiana desde 1993 e tido como o último dos grandes chefes históricos da Cosa Nostra. Desde 2006, quando o big boss Bernardo Provenzano foi capturado após uma fuga de 43 anos, Denaro assumiu o controle da mais famosa das máfias italianas.</p>
<p>O futebol nunca esteve no topo da lista de preferências dos vários hobbies cultivados por Matteo Messina Denaro. O videogame, os quadrinhos, os relógios de marca, as roupas de grife e os carrões esportivos são suas verdadeiras fixações. A partida entre Palermo e Sampodoria serviu, segundo investigações da Divisão Antimáfia, somente como pretexto para um encontro entre importantes chefes de famílias históricas e novos mafiosos em ascensão para decidir se (e quando) atacarão a bombas o Palácio de Justiça e a sede da polícia de Palermo. Mesmo vivendo na clandestinidade há 17 anos, a palavra de Denaro é lei em questões sensíveis como os atentados.</p>
<p><strong>Bombas<br />
</strong>As bombas são velhas companheiras da Cosa Nostra e do chefe mafioso mais procurado da Itália. Elas foram as armas mais utilizadas pelos clãs sicilianos durante a guerra declarada contra o Estado nos anos 80, que atingiu seu pico em 1992, quando Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, dois dos mais ativos juízes antimáfia do país, foram mortos em atentados alimentados com TNT. A Divisão Antimáfia acredita ser fundamental a participação de Messina Denaro nesses e em outros atentados do mesmo gênero.</p>
<p>Na história centenária da Cosa Nostra (originalmente chamada apenas de &#8220;Máfia&#8221;), Matteo Messina Denaro representa um anel entre a velha e a nova organização criminosa. Foi criado dentro da criminalidade em um momento de tensão, aprendeu as antigas lições dos clãs predominantes na Sicília e se tornou guardião dos segredos de dois dos principais chefes históricos da malavita: Totó Riina e Bernardo Provenzano, ambos presos sob regime perpétuo após anos de homicídios, atentados e desafios à lei.</p>
<p><strong>Hobbies<br />
</strong>Denaro herdou o poder e parte do estilo dos mafiosos de outrora, mas fundiu sua própria personalidade absorto em ícones de uma nova geração de malviventi. Nascido em abril de 1962, viveu infância e adolescência em meio à explosão da cultura pop digital representada pelos então recentes videogames e pela redescoberta dos nem tão novos quadrinhos. Seu apelido no submundo do crime, Diabolik, é apropriação direta do personagem de ficção e anti-herói dos quadrinhos italianos criado pelas irmãs Angela e Luciana Giussani justamente em 1962, ano em que Denaro nasceu.</p>
<p>A partir de uma carta de amor apreendida pela polícia em 1998 se pode medir a importância dos hobbies nos anos de esconderijo do mafioso. Escrita pela suposta mulher de Messina Denaro, a carta revela a paixão pelos games: &#8220;Te peço, não me diga &#8216;não&#8217;. Desejo tanto te dar um presente. Sabe, li em uma revista de videogames que saiu a fita de Donkey Kong 3 e não vejo a hora de poder comprá-la para você. Aquela de Secret of Mana 2 não chegou ainda&#8221;.</p>
<p>Por seu perfil, traçado à base de horas quase infinitas de investigações, é possível imaginar o modo como Messina Denaro estava vestido e de que maneira chegou ao estádio de Palermo na partida de maio deste ano. Obrigatória (e &#8220;camuflante&#8221;) camisa do time local, calça Giorgio Armani (ou Versace), relógio Rolex, sapatos de alto nível, perfume caro. Denaro pode ter estacionado calmamente um Smart, carro de locomoção simples nas grandes cidades por seu tamanho compacto &#8211; mas também símbolo de status na Itália &#8211; ou pode ter arriscado um pouco mais, indo ao jogo dentro de um esportivo Porsche de muitos cavalos. Não se pode separar exatamente o que é lenda do que é realidade na vida do boss Denaro, mas, por suas conhecidas extravagâncias, ele foi apelidado de &#8220;O Playboy&#8221; &#8211; estilo diametralmente oposto aos velhos capi da organização, sempre envoltos em mistérios e vidas que remontavam à origem rural da Máfia.</p>
<p><strong>&#8220;Bilhetinhos&#8221;<br />
</strong>Apesar do estilo reluzente na hora de se vestir, as quase duas décadas em que vive como foragido da Justiça só estão sendo possíveis graças aos arcaicos sistemas da malavita. Denaro não possui telefone, computador ou qualquer outro meio de comunicação eletrônica. As ordens aos demais mafiosos são passadas pelos tradicionais &#8220;bilhetinhos&#8221; (pizzini), frases quase telegráficas, tomadas por códigos e senhas para esconder nomes, ações e datas escritas em pequenas nesgas de papel.</p>
<p>O sistema é usado historicamente pela organização, que montou, ao longo dos anos, um verdadeiro mecanismo postal paralelo para possibilitar a comunicação dentro da pirâmide de poder. Os pizzini passam por muitas mãos até chegar ao destino, como forma de eliminar qualquer modo de descobrir seu paradeiro. O chefe, seguindo a tradição, nem mesmo os escreve de próprio punho: dita as ordens a um comandado direto. Poucas vezes ao ano, acreditam os investigadores.</p>
<p><strong>Perseguição<br />
</strong>A importância de capturar Matteo Messina Denaro é cada vez maior para as forças da lei que estão em seu encalço. Do ponto de vista legal, a Divisão Antimáfia acredita que é Denaro o fiel depositário dos preciosos arquivos de Totó Riina, papéis que podem conter nomes importantes dos círculos de poder italiano envolvidos com a máfia nas últimas décadas &#8211; políticos, empresários, juízes, jornalistas, homens de boa posição e boa reputação. Além disso, prender Denaro significaria um golpe emblemático ao sistema siciliano.</p>
<p>Empenhados nessa tarefa, os 007 italianos circundaram algumas pessoas nas províncias de Trapani (da cidade natal do mafioso, Castelvetrano) e Agrigento nos últimos meses. Em mãos, uma mala escura, lacrada à chave. Dentro, notas de euro empilhadas somando um total de 1,5 milhão, dispostas a serem dadas como prêmio a quem trouxer informações sobre o paradeiro do chefe fugitivo. Os espiões negam a oferta, confirmada pela revista L&#8217;Espresso sob a assinatura do jornalista Lirio Abbate, um dos maiores conhecedores de máfia e crime organizado italiano. Só o tempo poderá dizer se o cheiro do dinheiro levará ao cativeiro de Matteo Messina Denaro. O boss não pode fazer outra coisa se não esperar &#8211; possivelmente, diante de uma TV, jogando o mais novo lançamento do mundo dos games.</p>
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		<title>Mar adentro</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 16:12:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Demori</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[via ffffound]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://leandrodemori.com/wp-content/uploads/2010/07/khuan-caveman-2.jpeg" alt="" title="khuan-caveman-2" width="470" height="621" class="alignnone size-full wp-image-749" /></p>
<p>[via <a href="http://ffffound.com/image/37306276b5dbd58615b9b1d55bf75598a06efb9f">ffffound</a>]</p>
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		<title>Sábado, 17 de julho de 2010</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 15:50:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Demori</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nada pode resumir melhor os dias de julho aqui em Roma do que isso: [foto do Pier Paolo Cito, da AP]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nada pode resumir melhor os dias de julho aqui em Roma do que isso:<br />
<a href="http://leandrodemori.com/wp-content/uploads/2010/07/Cachorro-se-refreca-em-fonte-na-cidade-de-Roma-Itália-temperaturas-podem-chegar-a-38ºC-durante-o-final-de-semana-no-país.jpg"><img src="http://leandrodemori.com/wp-content/uploads/2010/07/Cachorro-se-refreca-em-fonte-na-cidade-de-Roma-Itália-temperaturas-podem-chegar-a-38ºC-durante-o-final-de-semana-no-país.jpg" alt="" title="Cachorro se refreca em fonte na cidade de Roma, Itália; temperaturas podem chegar a 38ºC durante o final de semana no país" width="585" height="362" class="alignnone size-full wp-image-745" /></a></p>
<p>[foto do <a href="http://www.pierpaolocito.it/">Pier Paolo Cito</a>, da AP]</p>
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		<title>Ouvindo entrevista</title>
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		<pubDate>Mon, 03 May 2010 12:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Demori</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que fiz com um empresário calabrês sobre as tentativas de extorsão da máfia local, a &#8216;Ndrangheta. Trecho recém degravado: &#8220;Quantas vezes pediram [os mafiosos] para empregarmos pessoas? Muitas. Se fizéssemos isso estaríamos &#8216;tranquilos&#8217;. Mas negamos sempre. E sempre que negamos, sofremos atentados. Atearam fogo em um furgão da empresa em 1985. Depois, começaram a disparar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que fiz com um empresário calabrês sobre as tentativas de extorsão da máfia local, a <a href="http://leandrodemori.com/2010/01/23/tiros-trapacas-e-laranjas-de-papel/">&#8216;Ndrangheta</a>.</p>
<p>Trecho recém degravado:</p>
<p>&#8220;Quantas vezes pediram [os mafiosos] para empregarmos pessoas? Muitas. Se fizéssemos isso estaríamos &#8216;tranquilos&#8217;. Mas negamos sempre. E sempre que negamos, sofremos atentados.</p>
<p>Atearam fogo em um furgão da empresa em 1985. Depois, começaram a disparar contra nossos carros, contra nossas casas. De 85 até hoje queimaram seis carros e um galpão. Recebemos telefonemas no meio da madrugada, ameaças, sofremos perseguições. Em 1995 encontrei no terreno da minha casa a cabeça de um lobo com a própria cauda na boca, costurada. Aquilo era uma recado claro: na próxima, te matamos.&#8221;</p>
<p>A reportagem sairá na edição de maio da revista<a href="http://www.comunitaitaliana.com/site/"> Comunità Italiana</a>.</p>
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		<title>Silêncio em Siena</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 08:53:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Demori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Flavio Wild]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio em Siena]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Véspera do Palio, noite de verão aos pés de Siena. As ruas de ontem são hoje e para sempre. Pessoas sem rosto, sem data. Cruzei a Piazza Il Campo vigiado pela terracota dos palácios: o piso de ladrilhos oblíquos, sua forma igual a concha de um molusco. Fachadas de pedra ocre enfeitadas por célebres janelas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Véspera do Palio, noite de verão aos pés de Siena. As ruas de ontem são hoje e para sempre. Pessoas sem rosto, sem data. Cruzei a Piazza Il Campo vigiado pela terracota dos palácios: o piso de ladrilhos oblíquos, sua forma igual a concha de um molusco. Fachadas de pedra ocre enfeitadas por célebres janelas. Bandeiras tremulam nos nichos, nas sacadas. Vermelhas, azuis, brancas. E pelas balaustradas os pombos do tempo, infatigáveis, vigiam aquele céu, aquela terra, em nome de um Deus piedoso.</p>
<p>Dentro das muralhas da cidade, nas praças, pelas ladeiras estreitas, não se distingue morador ou visitante. Difícil encontrar nesse cenário aquele que nada sabe e vai percorrer o mesmo caminho todos os dias, insensível ao lugar. Os que andam por Siena não conhecem hábito e rotina. Possuem no olhar um êxtase. São viajantes imóveis, penetrando nos instantâneos imaginários. Porque é Siena quem captura qualquer alma humana e a faz saborear as ruas pedregosas, os degraus, o fino silêncio medieval, como se todos fossem filhos.&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><em>[trecho do conto "Silêncio em Siena", do amigo Flávio Wild. O livro homônimo também traz fotos como as abaixo e pode ser <a href="http://www.7letras.com.br/detalhe_livro/?id=847&amp;PHPSESSID=b00e801b80998fcf26981b5014b76370">comprado aqui</a>]<br />
</em><br />
<a href="http://leandrodemori.com/wp-content/uploads/2010/04/Siena-1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-731" title="Siena 1" src="http://leandrodemori.com/wp-content/uploads/2010/04/Siena-1.jpg" alt="" width="554" height="797" /></a><br />
<a href="http://leandrodemori.com/wp-content/uploads/2010/04/Siena-2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-730" title="Siena 2" src="http://leandrodemori.com/wp-content/uploads/2010/04/Siena-2.jpg" alt="" width="585" height="886" /></a><br />
<a href="http://leandrodemori.com/wp-content/uploads/2010/04/Siena-3.jpg"><img class="size-full wp-image-729 aligncenter" title="Siena 3" src="http://leandrodemori.com/wp-content/uploads/2010/04/Siena-3.jpg" alt="" width="598" height="886" /></a></p>
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		<title>No Esporte Espetacular &#124; Entrevista Ricardinho</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 13:15:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Demori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coberturas]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte Espetacular]]></category>
		<category><![CDATA[Leandro Demori]]></category>
		<category><![CDATA[Mariana Becker]]></category>
		<category><![CDATA[Ricardinho]]></category>
		<category><![CDATA[Treviso]]></category>
		<category><![CDATA[Volei]]></category>

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		<description><![CDATA[A importância do tiro no escuro para o jornalismo é cada vez mais subestimada em dias de poupar bala e dinheiro. Demos um, eu e a Mariana Becker, no final de semana que passou, e acertamos o alvo. Depois da pré-convocação do levantador Ricardinho, quase 3 anos ausente da seleção de vôlei por brigas internas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A importância do tiro no escuro para o jornalismo é cada vez mais subestimada em dias de poupar bala e dinheiro. Demos um, eu e a Mariana Becker, no final de semana que passou, e acertamos o alvo. Depois da <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Volei/0,,MUL1539990-15080,00-TRES+ANOS+APOS+A+SEPARACAO+BERNARDINHO+INCLUI+NOME+DE+RICARDINHO+EM+PRELIST.html">pré-convocação do levantador Ricardinho</a>, quase 3 anos ausente da seleção de vôlei por brigas internas, tentamos de todas as formas conversar com ele para marcar uma entrevista: telefone na caixa, números errados, nada de conseguir.</p>
<p>Sem certeza de coisa alguma, voamos para Treviso, cidade onde ele mora e joga. Eu já havia estado em Treviso algum tempo atrás. Naquela viagem, o GPS enlouqueceu e se perdeu diversas vezes. Dessa vez não foi diferente: outro GPS, mesmos problemas &#8212; e perdemos momentos preciosos com idas e vindas até encontrar o ginásio do time local. Treviso parece estar fora do mapa.</p>
<p>Nosso plano era fazer uma espécie de plantão no estacionamento do ginásio e esperar que naquele dia houvesse treino. E que fosse aberto. E que Ricardinho aparecesse.</p>
<p>Só que estávamos mortos de fome. A Mari tinha saído de Mônaco e eu de Pesaro ainda pela manhã. Obviamente nenhum de nós almoçou e, àquela hora, 16h, estávamos para desmaiar. &#8220;Vamos comer um sanduíche&#8221;, alguém deu a ideia, e engatamos marcha. Na saída do estacionamento, no entanto, um carro vem em direção contrária à nossa. Dentro, alguém com o dobro do meu tamanho. Sanduíche nada: demos a volta e estacionamos. Saí para perguntar e descobri que o treino começaria em 10 minutos.</p>
<p>Entramos, Ricardinho estava lá. Conversamos e acertamos a entrevista. A reportagem saiu no Esporte Espetacular de ontem e <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Esporte_Espetacular/0,,MUL1548042-16321,00-RICARDINHO+DIZ+QUE+VAI+CORRER+ATRAS+DE+GIBA+PARA+REATAR+CONTATO+COM+O+AMIGO.html">está aqui</a>.</p>
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		<title>Matéria no Jornal Nacional</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 12:17:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Demori</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ego go!]]></category>
		<category><![CDATA[Il Bel Paese]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
		<category><![CDATA[Itália]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Saiu ontem no Jornal Nacional da TV Globo matéria que fiz junto com a Mariana Becker. A reportagem foi feita em uma minúscula cidade de 800 habitantes, escondida nos apeninos italianos. O vídeo está <a href="http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1543685-10406,00-TIME+DE+FUTSAL+DE+BRASILEIRAS+E+O+MELHOR+DA+ITALIA.html">aqui</a>.</p>
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