No Esporte Espetacular | Entrevista Ricardinho
A importância do tiro no escuro para o jornalismo é cada vez mais subestimada em dias de poupar bala e dinheiro. Demos um, eu e a Mariana Becker, no final de semana que passou, e acertamos o alvo. Depois da pré-convocação do levantador Ricardinho, quase 3 anos ausente da seleção de vôlei por brigas internas, tentamos de todas as formas conversar com ele para marcar uma entrevista: telefone na caixa, números errados, nada de conseguir.
Sem certeza de coisa alguma, voamos para Treviso, cidade onde ele mora e joga. Eu já havia estado em Treviso algum tempo atrás. Naquela viagem, o GPS enlouqueceu e se perdeu diversas vezes. Dessa vez não foi diferente: outro GPS, mesmos problemas — e perdemos momentos preciosos com idas e vindas até encontrar o ginásio do time local. Treviso parece estar fora do mapa.
Nosso plano era fazer uma espécie de plantão no estacionamento do ginásio e esperar que naquele dia houvesse treino. E que fosse aberto. E que Ricardinho aparecesse.
Só que estávamos mortos de fome. A Mari tinha saído de Mônaco e eu de Pesaro ainda pela manhã. Obviamente nenhum de nós almoçou e, àquela hora, 16h, estávamos para desmaiar. “Vamos comer um sanduíche”, alguém deu a ideia, e engatamos marcha. Na saída do estacionamento, no entanto, um carro vem em direção contrária à nossa. Dentro, alguém com o dobro do meu tamanho. Sanduíche nada: demos a volta e estacionamos. Saí para perguntar e descobri que o treino começaria em 10 minutos.
Entramos, Ricardinho estava lá. Conversamos e acertamos a entrevista. A reportagem saiu no Esporte Espetacular de ontem e está aqui.
Matéria no Jornal Nacional
Saiu ontem no Jornal Nacional da TV Globo matéria que fiz junto com a Mariana Becker. A reportagem foi feita em uma minúscula cidade de 800 habitantes, escondida nos apeninos italianos. O vídeo está aqui.
Terrorismo démodé?
É o que diz o Fabio Mini, general italiano que entrevistei pra Revista Galileu.
O senhor defende que o terrorismo está em decadência. Por quê?
– O terrorismo está em queda e isso se vê nas estatísticas. Olhando os locais onde ocorrem os ditos “atos de terrorismo”, se nota que são frequentes nos estados islâmicos, em situações de guerras de ocupação, revolução ou separação. Se cortarmos do número total todos esses atos de guerra, os atos de terrorismo são mínimos. Aliás, diminuíram em relação aos ataques que vinham sendo praticados antes da “Guerra ao Terror”.
O .pdf está aqui, com a entrevista completa.